SPDA Estrutural

Um sistema de para-raios pode oferecer além de segurança, ganho estético para a fachada das edificações, com redução de custos, se instalado ANTES do início da obra. Trata-se do SPDA Estrutural, uma solução tecnológica aperfeiçoada pela Termotecnica Para-raios.

A ABNT normatizou o uso em SPDA (Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas) das ferragens estruturais das edificações em 1993. Os diferencias deste novo conceito são: grande dispersão da corrente de descarga, minimizando o risco de centelhamentos perigosos, e a eliminação de interferências estéticas causadas por condutores de descida nas fachadas das edificações.

Entretanto, para que o sistema seja confiável, é imprescindível garantir a continuidade elétrica de pilares, vigas e lajes (conf. Ítem 5.1.2.5.4 da NBR-5419/2005). Como a amarração intencional destas ferragens não é o procedimento padrão nas edificações de concreto armado, o método mais seguro é a introdução de barras específicas para esta finalidade:
RE-BARS.
Na maioria dos casos, é também o método mais econômico, se comparado aos sistemas externos desde que instalados a partir das fundações.

As RE-BARS são de fácil identificação junto às demais ferragens, antes da concretagem, pois são galvanizadas a fogo, garantindo durabilidade e qualidade. Para se acessar eletricamente as barras, uma vez embutidas no concreto, a Termotecnica criou o ATERRINSERT®. Trata-se de um conector regulável, tipo inserto, que é introduzido juntamente com as RE-BARS no momento da concretagem e que serve tanto como ponto de equalização de potenciais, como ponto de conexão para terminais-aéreos do subsistema de captação. A instalação de RE-BARS nas fundações substitui as malhas de aterramento convencionais, sendo usadas desde os pontos mais profundos de tubulões, passando por blocos e vigas baldrames, e seguindo pelos pilares até a última laje.

A Termotecnica fornece as RE-BARS com diâmetros nominais de 8 a 10mm e comprimentos de 3 a 4m. Consulte nosso departamento técnico. A continuidade elétrica (emenda) das RE-BARS é feita por transpasse de 20cm, onde são usados 3 clips galvanizados por conexão (detalhe 1.1).

Infográfico SPDA Estrutural

Infográfico SPDA Estrutural

Guia Básico de Execução
(conf. Anexo D da NBR-5419/2005)

Como em qualquer instalação de engenharia, o processo de implantação do SPDA estrutural deve ser iniciado com a contratação de um projeto específico junto a um profissional ou empresa registrada no CREA. Não é objetivo desse material complementar ou substituir qualquer projeto, apenas facilitar o entendimento das características básicas do sistema.

Constituem partes do sistema padrão:

a) Subsistema de aterramento pelas fundações: Pelo menos um tubulão (raso ou profundo) para cada pilar da torre-tipo deverá ter uma RE-BAR amarrada às demais ferragens, desde o ponto mais profundo até os blocos dos pilares (detalhe 1). As RE-BARS também deverão ser instaladas nas vigas baldrames, horizontalmente, de modo a interligar todos os pilares da torre-tipo. A interligação de uma RE-BAR vertical com outra horizontal se dá de acordo com os detalhes “2, 2.1, 3 e 4″. Esta medida atende também a norma NBR-5410/2004.

A execução do anel de aterramento horizontal, detalhes 2, 3 e 4, atende às normas NBR-5419/2005 e NBR-5410/2004.

b) Subsistema de descidas pelos pilares: Deverão ser instaladas RE-BARS em todos os pilares do corpo de prédio (torre-tipo). A interligação das RE-BARS com as ferragens adjacentes de vigas ou lajes é obrigatória e deverá ser feita com peças em “L” de Ø 8 a 10mm, de medidas 20x20cm, amarradas firmemente com arame recozido ou clips. As demais barras estruturais, verticais e horizontais deverão ser ligadas entre si, uma sim, outra não, alternadamente, conforme detalhes “5, 6 e 7″.

c) Preparação para recebimento do subsistema de captação: Ao ultrapassar a última laje, as RE-BARS deverão ser posicionadas de acordo com o tipo de captação a ser instalado. Caso os condutores tenham previsão de instalação na lateral da platibanda em terraços e coberturas com acesso de pessoas (captação por fora), os ATERRINSERT’S bem como as RE-BARS, deverão ser posicionadas horizontalmente (detalhe”8″). Caso os condutores externos de captação tenham sua instalação prevista por sobre a platibanda (captação por cima), as RE-BARS deverão ser conectadas aos ATERRINSERT’S que receberão os Terminais-aéreos posteriormente (detalhe “9″). O projeto do SPDA deverá detalhar o subsistema de captação, assim como a proteção e o aterramento de massas metálicas expostas (escadas, antenas, guarda-copos, placas solares, etc).

d) Sub-sistema de equalização de potenciais:
Este item deverá ser detalhado pelo projeto específico do SPDA. Consulte o projeto.

e) Recomendações importantes: É importante ressaltar a necessidade de contratação de um projeto específico para o SPDA, já que fundações e estruturas especiais necessitam de procedimento diferentes. As RE-BARS deverão ser instaladas nas faces mais externas dos pilares ou vigas, porém dentro do concreto, sem invadir o cobrimento. A continuidade elétrica das RE-BARS deverá ser garantida desde as fundações até o topo da edificação. É imprescindível a conferência das conexões antes das concretagens. É recomendada atenção especial para o encaminhamento das barras após a concretagem da última laje.


Em caso de dúvidas ou necessidade de alterações, o projetista deverá ser imediatamente consultado. Ao final da implantação, recomenda-se a execução de testes de continuidade elétrica do sistema, de acordo com o anexo “e”, da NBR-5419/2005. Os testes deverão ser acompanhados de certificado de conformidade e ART junto ao CREA.

Aterrinsert®

Solução desenvolvida pela Termotécnica Para-raios com o objetivo de acessar a RE-BAR, permitindo a realização dos testes de continuidade elétrica, aterramento de massas metálicas e interligação com os barramentos de equipotencialização. Também pode ser usado em juntas de dilatação, de modo a garantir a sua continuidade, e como pontos de acesso para captores e condutores da malha de captação.

Vantagens:

  • Elimina as indesejáveis interferências estéticas que os sistemas externos produzem nas fachadas das edificações.
  • Incorpora o que há de mais seguro em tecnologia de proteção: dispersão de corrente e equalização de potenciais.
  • Reduz os custos de implantação e manutenção do SPDA.
  • Certifica a regularidade do sistema através de testes de continuidade.

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